Na manhã desta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compartilhou nas redes sociais uma imagem tocante e simbólica. Nela, uma funcionária da rede de fast food Burger King deixa sua loja para se unir a uma manifestação em comemoração à aprovação da PEC que extingue a jornada de trabalho 6×1. A promulgação da proposta está prevista para hoje, permitindo que entre em vigor imediatamente.
Lula descreveu a conquista como uma “vitória da classe trabalhadora” em sua postagem.
O vereador do Rio de Janeiro e deputado federal eleito, Rick Azevedo (PSOL-RJ), fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), foi quem divulgou o vídeo que ilustra esse momento histórico, destacando o início da luta pela redução das horas de trabalho.
No vídeo, é possível ver a funcionária do Burger King atravessando a rua com uma bandeira de Lula e juntando-se a outros trabalhadores que celebram a aprovação da PEC no Senado Federal, onde obteve 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta será promulgada automaticamente.
Desafios do trabalhador
<pRecentemente, enquanto ocorriam as discussões sobre a PEC, um relato impactante de um ex-colaborador do McDonald’s rapidamente se espalhou nas redes sociais. O testemunho evidencia o que significa para um trabalhador ter seu pagamento atrelado às horas efetivamente trabalhadas — uma abordagem promovida pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) como alternativa à redução da carga horária sem diminuição nos salários.
Diego Salgado, que trabalhou na cadeia de fast-food em 2001 sob um contrato formal e na jornada 6×1, relatou que recebia apenas R$ 1,60 por hora. Segundo ele, a principal dificuldade estava na ausência de garantia de cumprimento de uma carga horária diária que pudesse proporcionar uma renda estável ao final do mês.
“Recebia R$ 1,60 por hora, mas não havia certeza de trabalhar as 7h20 diárias. Frequentemente, devido ao movimento fraco, eu era dispensado após somente 4 ou 5 horas. Era frustrante e eu me perguntava: ‘Como pagarei as contas?’”, contou Diego.
Esse relato ressoou fortemente justamente quando Flávio tenta apresentar sua proposta como uma forma de “liberdade” para os trabalhadores, vinculando o pagamento ao número de horas escolhidas ou realizadas.





