Um incidente de racismo ocorreu no metrô de São Paulo no último domingo (18), quando uma mulher, cuja identidade ainda não foi revelada, atacou verbalmente um jovem após ele tentar oferecer ajuda. Um vídeo que se espalhou nas redes sociais mostra a mulher se declarando bolsonarista enquanto, repetidamente, grita ofensas raciais ao jovem que a filmava.
A vítima do episódio foi reconhecida como Márcio Ferreira, estudante de Direito, conforme informações do colunista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles. Ele revelou que os ataques ocorreram por volta das 19h50 na estação Vila Sônia.
<spanFerreira relatou que decidiu intervir em uma discussão entre a autora dos ataques e outras pessoas para defendê-la. A confusão teve início em um vagão do metrô, onde três jovens expressavam suas opiniões sobre o impacto negativo de um possível governo de Flávio Bolsonaro (PL) na educação pública. Em resposta, a mulher começou a proferir insultos homofóbicos contra os jovens.
<span“Ocorreu uma discussão e eu tentei apaziguar a situação, já que a filha dela estava chorando”, comentou Márcio. “Quando mencionei que ela se dizia bolsonarista e que eu estava tentando defendê-la mesmo não concordando com o bolsonarismo, ela perdeu o controle e começou a me ofender”, contou o estudante. Foi nesse momento que os ataques racistas começaram.
A agressora ainda chegou a dizer que Ferreira era “ridículo como eles” e o chamou de “hipócrita” e “filha da p*”. Quando Ferreira revidou afirmando que ela era uma “racista de m*”, a mulher pediu ajuda ao segurança, sugerindo que a polícia deveria ser chamada.
Para justificar seu comportamento, a mulher alegou ter um filho negro e afirmou ser “mulher de preto”, enfatizando que isso a isentaria de ser considerada racista. Ela continuou xingando Ferreira na presença do segurança até ser afastada por outra funcionária do metrô.
Márcio Ferreira expressou seu arrependimento por ter tentado ajudar a mulher e decidiu não registrar um boletim de ocorrência na noite do incidente. Ele também mencionou ter recebido apoio dos seguranças da empresa Motiva.
Ainda assim, o portal buscou esclarecimentos da empresa sobre se a Polícia Militar foi chamada para prender a mulher em flagrante, considerando que ela admitiu ter feito declarações racistas; no entanto, não obteve resposta até o momento.
[ALERTA DE GATILHO: O vídeo abaixo contém ofensas racistas e pode ser sensível para algumas pessoas]
https://x.com/demetriovec/status/2112194235411615810





