No mês de maio, a Espanha contabilizou 101 óbitos atribuídos ao calor, estabelecendo um novo recorde desde o início da coleta de dados em 2015, conforme informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (3).
O ministério destacou que esse total representa um aumento de 3,6 vezes em relação à média de mortes relacionadas ao calor observadas em maio na última década, evidenciando o impacto considerável que as ondas de calor podem ter na saúde pública, mesmo antes do início oficial do verão.
Essas estimativas são obtidas por meio de um sistema denominado “MoMo” (Monitoramento da Mortalidade), que analisa as flutuações na mortalidade diária comparando-as com o que seria esperado com base em dados históricos.
Em maio do ano anterior, diversos recordes de temperatura foram superados em várias cidades espanholas, especialmente no norte do país. A Agência Espanhola de Meteorologia (Aemet) reportou “temperaturas extraordinariamente elevadas para o mês”.
Desde 2015 até o verão do hemisfério norte de 2025, a Espanha registrou um total de “27.564 mortes atribuídas a temperaturas elevadas”, revelou o Ministério da Saúde. O ano mais letal foi 2022, com 4.789 fatalidades, seguido por 2025, que teve 3.832 mortes.
© Agence France-Presse








