Qual a razão de Raphinha ainda integrar o time?
A performance da seleção no segundo tempo da partida contra o Panamá revelou melhorias. A equipe mostrou um rendimento superior com a inclusão de Paquetá, Danilo Santos e Igor Thiago, adotando um esquema 4-3-3, que favoreceu um meio-campo mais atuante em comparação ao 4-2-4 tradicional do treinador. Apesar das mudanças, a estrutura de jogo se manteve similar, mantendo Raphinha entre os titulares, mesmo ele não apresentando um bom desempenho há algum tempo.
No treino realizado hoje, cinco alterações foram feitas em relação à partida contra o Panamá. As duas primeiras mudanças eram esperadas, com a reintegração de Marquinhos e Gabriel Magalhães após suas participações na final da Liga dos Campeões, onde o PSG de Marquinhos derrotou o Arsenal de Gabriel. A terceira modificação ocorreu na defesa, onde Douglas Santos assumiu a posição de Alex Sandro, trazendo uma abordagem mais ofensiva.
As outras duas substituições ocorreram no setor ofensivo: Lucas Paquetá entrou no lugar de Luiz Henrique e Igor Thiago substituiu Matheus Cunha.
A decisão de posicionar Paquetá na ponta é surpreendente, visto que ele teve um desempenho notável no meio-campo. É esperado que ele não permaneça fixo na ala e busque espaços para se deslocar ao centro do campo, permitindo que Wesley atue como apoio pelo lado direito. Também se torna evidente a possibilidade de uma formação 3-5-2, com Casemiro ou Bruno Guimarães juntando-se à dupla Marquinhos e Magalhães, liberando Wesley e Douglas Santos para avançar.
A presença de Igor Thiago no jogo representa uma escolha voltada para um confronto mais físico, seja pelo alto ou pelo chão. Ele está preparado para receber passes longos vindos da defesa, especialmente de Casemiro.
E quanto a Raphinha? Mesmo sem realizar uma exibição marcante há tempos, sua posição entre os titulares continua intacta. Uma alternativa poderia ser sua substituição por Danilo Santos, criando um esquema 4-4-2 característico do futebol brasileiro com Casemiro, Guimarães, Paquetá e Danilo no meio-campo e Vinícius Jr junto com Igor Thiago (ou Rayan) na linha de frente. Essa estratégia me parece ser a mais adequada, mas não parece ser considerada por Ancelotti.
Na partida contra o Panamá, o desempenho de Raphinha foi bastante abaixo do apresentado por Vinícius Jr., resultando em uma parceria que não funcionou plenamente. Quem se recorda do confronto contra a Argentina nas Eliminatórias? Raphinha fez promessas ousadas sobre vencer os argentinos e acabou sendo ineficaz durante o jogo, além de falhar nas provocações. Recentemente na Liga dos Campeões, sua atuação foi insatisfatória e ele ainda insinuou que houve injustiça contra o Barcelona.
Ele tem falado muito enquanto seu desempenho em campo tem sido escasso. Realmente não consigo entender por que sua titularidade permanece inquestionada.






