Marina Silva e Simone Tebet oficializam candidatura ao Senado em SP na aliança com Haddad e Márcio França

Nesta quinta-feira (25), foi confirmada a candidatura das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado Federal por São Paulo nas eleições de outubro. O anúncio ocorreu em um evento na capital paulista, com a presença de Fernando Haddad (PT), que será o candidato ao governo do estado, acompanhado pelo ex-governador Márcio França (PSB) como seu vice. Essa aliança representa uma união entre PT, PSB, PSOL, Rede, PC do B e PV para enfrentar a disputa no maior colégio eleitoral do Brasil.

Candidaturas oficializadas

Durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira (25), as lideranças do PT e do PSB tornaram pública a formação da chapa majoritária para as eleições estaduais. Fernando Haddad (PT) foi escolhido como pré-candidato ao governo, enquanto Márcio França (PSB) ocupará a posição de vice. As ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) também foram confirmadas como candidatas ao Senado Federal. Essa junção formaliza uma aliança que abrange seis partidos, incluindo PSOL, Rede, PC do B e PV.

Marina Silva, que é natural do Acre, representa o estado de São Paulo na Câmara dos Deputados desde 2022. Por sua vez, Simone Tebet é originária de Mato Grosso do Sul. A origem das duas candidatas fora de São Paulo tem sido utilizada por seus adversários como uma crítica política; no entanto, a chapa acredita que a experiência nacional das ex-ministras será um trunfo importante na campanha de outubro.

Reações e declarações

Durante o evento, Marina Silva respondeu diretamente às críticas que parlamentares do PL ligado a Tarcísio de Freitas têm feito sobre elas serem “forasteiras”.

“Essa visão é misógina. Quando homens vêm de outros estados para se candidatar, são recebidos com honras. No caso de duas mulheres, são rotuladas de forasteiras”, afirmou Marina, fazendo uma referência indireta ao governador Tarcísio, que nasceu no Rio de Janeiro.

“São Paulo salvou minha vida três vezes; tive cinco malárias e três hepatites. Estava sem esperança segundo os médicos e um bispo pagou minha passagem apenas de ida para cá, onde fui tratada no Hospital das Clínicas. Sou muito grata a este estado que simboliza acolhimento para todos que buscam oportunidades no Brasil e no mundo.”

Quando questionada sobre uma possível volta ao Ministério do Meio Ambiente em caso de um quarto mandato de Lula, Marina optou por não responder diretamente. “A formação da equipe do presidente será decidida com base em seu próximo mandato caso ele seja reeleito. Essa questão da futura equipe é algo que cabe exclusivamente ao presidente”, disse ela, acrescentando que ainda não definiu quem será seu candidato a suplente na chapa, pois os nomes ainda estão sendo discutidos entre os partidos da coligação.

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