Ex-companheiro de Luiza Brunet é condenado a indenização milionária por agressão à modelo

A condenação de Lírio Parisotto, ex-marido da modelo Luiza Brunet, ocorreu dez anos após a agressão contra ela, resultando em uma indenização de R$ 150 mil por danos morais. O incidente, que aconteceu em 2016, levou Brunet a expressar sua insatisfação nas redes sociais sobre o valor da compensação, considerando a situação financeira do agressor.

“Após tantos anos, finalmente obtive a sentença que condenou meu agressor a me indenizar pelos danos morais que me causou. A Justiça reconheceu a violência que enfrentei. No entanto, reconhecer o dano não implica necessariamente em repará-lo de forma justa”, declarou a ex-modelo.

O episódio de agressão ocorreu em 2016, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, quando Brunet foi alvo de socos e chutes por parte do então companheiro. As lesões resultantes incluíram quatro costelas fraturadas e múltiplos hematomas pelo corpo. Em 2017, Parisotto foi condenado pela Justiça a um ano de detenção em regime aberto, pena que foi substituída por serviços comunitários e dois anos sob supervisão judicial. O agressor recorreu várias vezes, tendo seu último recurso negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020.

Questionamentos sobre a indenização

Na publicação referente à condenação, Luiza Brunet levantou dúvidas sobre o montante determinado para a indenização. “Embora seja um valor significativo para grande parte da população brasileira, diante da realidade financeira do meu agressor, representa muito pouco”, prosseguiu a ex-modelo.

“Qual é a efetividade de uma condenação que praticamente não impacta o patrimônio de quem cometeu uma violência tão séria?”, indagou.

A ex-modelo enfatizou que “não se trata de mensurar a dor em termos monetários”, mas sim de “entender que uma reparação deve ter relevância também para quem foi condenado”.

“Quando o valor é irrisório comparado à capacidade econômica do agressor, sua eficácia como um mecanismo de responsabilidade e prevenção fica comprometida”, comentou Brunet.

Além disso, Brunet ressaltou que ao longo desses dez anos enfrentou não apenas as repercussões das agressões físicas, mas também ataques à sua imagem e o “desgaste emocional de uma longa batalha judicial”.

“Apesar de tudo isso, transformei parte dessa dor em um propósito. Dediquei minha voz e meu trabalho à defesa dos direitos das mulheres e encontrei na minha própria história uma razão ainda maior para lutar por tantas outras”, afirmou a ex-modelo, agora atuando como ativista pelos direitos femininos.

“Hoje vejo nessa sentença mais um avanço significativo numa jornada que exigiu coragem e perseverança. Contudo, essa luta ainda não chegou ao fim. Continuarei buscando uma reparação que reflita adequadamente a gravidade da violência que vivenciei e os impactos deixados na minha vida. Não apenas por mim mesma, mas por todas as mulheres que precisam acreditar na capacidade da Justiça em oferecer respostas concretas à violência”, finalizou Brunet.

Related Posts

Policial carioca é surpreendido com R$ 40 mil em espécie guardados em adega

Entre garrafas de vinho e taças, três maços de dinheiro chamaram a atenção de agentes da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15). Ao todo, R$ 40 mil em espécie foram encontrados dentro da adega de uma residência em Niterói (RJ) ligada ao inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior. O policial foi […]

Empregada do Burger King participa de manifestação em homenagem ao fim da 6×1, e Lula divulga registro em vídeo

Uma imagem emocionante e simbólica, em que uma funcionária da rede de fast food Burger King deixa a loja para se juntar ao ato que celebra a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1, foi compartilhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (15), quando a […]

Deixe um comentário