Resumo
O ex-secretário de Saúde de Sorocaba (SP), Vinicius Rodrigues, foi indiciado por corrupção passiva em uma investigação que apura o suposto recebimento de R$ 240 mil em propina no contrato firmado entre a prefeitura e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS).
De acordo com a Polícia Federal, em relatório parcial da operação Sespis, entregue nesta segunda-feira (16) à Justiça Federal, o pagamento foi feito pelos dirigentes do INCS ao proprietário da casa que foi comprada pelo ex-secretário, onde ele mora atualmente, em um condomínio de alto padrão de Sorocaba.
A propina, segundo a PF, teria sido paga durante a negociação da compra do imóvel. Os proprietários da INCS foram indiciados por corrupção ativa pelo pagamento de propina ao ex-secretário.
A Organização Social (OS) teria recebido R$ 60 milhões da prefeitura durante a gestão da Unidade de Pronto Atendimento do Éden (UPA), em contrato assinado em março de 2022.
O ex-secretário de Saúde de Sorocaba (SP), Vinicius Rodrigues, foi indiciado por corrupção passiva em uma investigação que apura o suposto recebimento de R$ 240 mil em propina no contrato firmado entre a prefeitura e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS).
De acordo com a Polícia Federal, em relatório parcial da operação Sespis, entregue na segunda-feira (16) à Justiça Federal, o pagamento foi feito pelos dirigentes do INCS ao proprietário da casa que foi comprada pelo ex-secretário, onde ele mora atualmente, em um condomínio de alto padrão de Sorocaba. A propina, segundo a PF, teria sido paga durante a negociação da compra do imóvel.
Os responsáveis pelo INCS foram indiciados por corrupção ativa pelo pagamento de propina ao ex-secretário. A Organização Social (OS) teria recebido R$ 60 milhões da prefeitura durante a gestão da Unidade de Pronto Atendimento do Éden (UPA), em contrato assinado em março de 2022.
As investigações prosseguem para apurar os crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.
O que dizem os citados
Por meio de nota, a defesa de Vinicius Rodrigues afirmou que recebeu com perplexidade o indiciamento do seu cliente. Conforme o advogado Edson Asarias, o procedimento foi “baseado em inferências frágeis e suposições dedutivas, dissociadas da realidade dos fatos e da verdade jurídica”.
“O Dr. Vinícius jamais solicitou, aceitou ou recebeu vantagem indevida. A mera relação de amizade com outros investigados, ainda que próxima, não pode ser convertida em elemento probatório, tampouco servir de atalho para justificar acusações tão graves. Confiamos que o Poder Judiciário, atento à Constituição e à presunção de inocência, restabelecerá a verdade e distinguirá o que é fato do que é ficção.”
A Prefeitura de Sorocaba e o INCS não se manifestaram sobre a questão até a publicação da reportagem.
Investigação
A operação teve duas fases, nos anos de 2023 e 2024. O contrato com a INCS foi rompido um mês após a primeira fase da operação, realizada em novembro de 2023.
Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) julgou irregular o chamamento público e o convênio assinado em 2022 entre a Prefeitura de Sorocaba e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS) para a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden.






