A discussão sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro acabar com o Pix se tornou o centro do debate político, indo além das redes sociais e ganhando força nesta quinta-feira (2). A pressão aumentou com a hashtag “O PIX É DO BRASIL” dominando as redes sociais, impulsionada por parlamentares governistas que questionaram o silêncio do senador diante dos ataques de Donald Trump ao sistema de pagamentos. Essa cobrança tem como base documentos oficiais dos Estados Unidos, o lobby de Eduardo Bolsonaro em Washington e a disseminação de fake news pelo bolsonarismo.
Apesar de não existir, até o momento, nenhum projeto de lei, programa de governo ou declaração pública de Flávio Bolsonaro defendendo explicitamente o fim do Pix, diversos fatos políticos e documentais contribuíram para que essa tese ganhasse força e relevância eleitoral.
Ataque dos EUA ao Pix em documento oficial
A atual ofensiva se baseia no fato de que o Pix agora é alvo formal dos Estados Unidos. Em 2025, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA abriu uma investigação contra o Brasil, que inclui temas como “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico”. O Itamaraty confirmou que a investigação americana abrange o Pix.
Além disso, o relatório anual de barreiras comerciais de 2026 do USTR voltou a abordar o Pix como objeto de reclamações, destacando a atuação do Banco Central no sistema. Esses eventos reavivaram a disputa política no país.
Eduardo Bolsonaro e a crise do Pix
A conexão entre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a crise em torno do Pix tornou a tese contra Flávio mais forte. Em 2025, Eduardo defendeu mais sanções dos EUA ao Brasil em Washington, em meio à abertura da investigação do USTR. A presença política de Eduardo em Washington enquanto o Pix era atacado pelos EUA é um dos pontos fundamentais da pressão contra Flávio.
Propagação de fake news sobre o Pix
A tentativa de desgaste do Pix também contou com a propagação de fake news, incluindo boatos sobre taxação do sistema. O governo e a Receita Federal desmentiram essas informações falsas, destacando que não existe tributação do Pix. Nikolas Ferreira foi um dos responsáveis por disseminar desinformação sobre o Pix, gerando pânico financeiro e minando a confiança no sistema de pagamentos.
Flávio Bolsonaro e a pressão eleitoral
Flávio é visto como o herdeiro eleitoral desse campo e seu silêncio diante da crise do Pix tem alimentado a pressão política. A cobrança ganhou força após novos ataques de Trump ao sistema de pagamentos. Embora não haja evidências concretas de que Flávio pretende acabar com o Pix, a base factual que sustenta essa tese é consistente o suficiente para não ser considerada apenas uma estratégia de campanha.
A discussão agora não gira apenas em torno do entorno de Flávio, mas direciona-se ao senador em si. O debate não se limita mais ao que outros aliados fizeram em relação ao Pix, mas se concentra em saber se Flávio está disposto a defender o sistema de pagamento mais popular do país diante dos interesses estrangeiros.
Razões para a força da tese
A tese de que Flávio Bolsonaro poderia acabar com o Pix se sustenta em diversos pilares, como o ataque oficial dos EUA ao sistema, o lobby bolsonarista em Washington, a disseminação de fake news e a omissão estratégica do senador. Esses fatores tornam a tese mais do que apenas uma especulação eleitoral, mas sim um tema com robustez factual e política.






