Nesta terça-feira, 14, a China lançou o seu sistema de computação científica mais avançado, que é fundamentado em inteligência artificial. A ativação ocorreu na central nacional de supercomputação, localizada em Zhengzhou.
Composto por 60 mil chips projetados especificamente para acelerar processos de IA, este sistema eleva consideravelmente a capacidade de processamento aplicada em pesquisas científicas e em diversas indústrias.
O projeto teve início em uma fase experimental no começo de fevereiro, contando com apenas metade dessa capacidade total. Com essa recente expansão, a iniciativa se torna a maior infraestrutura do gênero em funcionamento na China e marca um novo capítulo na implementação da tecnologia.
Denominada “Agente Inteligente de Supercomputação Científica”, essa abordagem visa integrar um poder computacional sofisticado ao progresso científico.
A IA transforma a produção científica
Segundo especialistas, o mundo está vivenciando o que se denomina quinto paradigma científico, onde a inteligência artificial começa a estruturar a maneira como o conhecimento é produzido. Nesse contexto, ter acesso a uma computação em larga escala se torna essencial para acelerar novas descobertas.
A plataforma oferece grandes bases de dados e mais de mil modelos disponíveis como código aberto, possibilitando uma execução mais ágil dos projetos. Isso resulta em um ecossistema coeso que integra dados, processamento, modelos e aplicações.
Outro aspecto inovador é a simplificação do processo para os pesquisadores, que não precisam lidar com configurações técnicas complexas ou com a gestão da infraestrutura. Eles podem simplesmente descrever suas tarefas em linguagem natural, permitindo que o sistema administre automaticamente etapas como divisão de tarefas, seleção de modelos e alocação de recursos.








