Na última quarta-feira (15), a controladora do Snapchat anunciou a eliminação de mil postos de trabalho, justificando essa decisão com os avanços da inteligência artificial (IA), que, segundo a empresa, têm contribuído para o aumento da produtividade enquanto busca alcançar rentabilidade.
Essa reestruturação impacta 16% dos colaboradores em regime integral e inclui mais de 300 vagas que ainda não haviam sido preenchidas, conforme comunicado do CEO Evan Spiegel.
Spiegel enfatizou: “Os rápidos progressos na área de IA possibilitam que nossas equipes reduzam tarefas repetitivas, agilizem processos e ofereçam um suporte melhorado para nossa comunidade, parceiros e anunciantes”.
Com sede na Califórnia, a Snap se junta a um número crescente de empresas que estão realizando demissões ao mesmo tempo em que ressaltam os benefícios da IA para aumentar sua eficiência.
“Tomar esta decisão foi extremamente difícil, e sinto muito que alguns de nossos colegas tenham que deixar a empresa”, lamentou Spiegel. O comunicado também revelou que a Snap planeja cortar mais de US$ 500 milhões (equivalente a R$ 2,5 bilhões) de seus custos anuais no segundo semestre deste ano.
Nos últimos quatro anos, a companhia já havia realizado diversas demissões devido à forte concorrência com plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. Recentemente, a investidora ativista Irenic Capital Management adquiriu uma participação de 2,5% na Snap e solicitou medidas de austeridade, incluindo o fechamento da unidade dedicada aos óculos inteligentes.
A ação da Snap teve um aumento superior a 7,5% após o anúncio das demissões; no entanto, ainda não conseguiu recuperar as perdas acumuladas desde o início do ano. A plataforma Layoffs.fyi reportou que mais de 72.000 empregados foram dispensados por aproximadamente 90 empresas do setor tecnológico até agora em 2023.








