Entre domingo e quarta-feira, a Espanha registrou pelo menos 212 mortes que podem ser ligadas à recente onda de calor, conforme informações do Instituto de Saúde Carlos III, localizado em Madri.
Para se ter uma ideia, o mesmo instituto apontou que em 2025, somente 98 pessoas faleceram no país durante esse período de quatro dias.
Essas estimativas são derivadas do sistema denominado ‘MoMo’ (Monitoramento da Mortalidade), que monitora diariamente o total de óbitos na Espanha e avalia a variação da mortalidade em comparação com as previsões baseadas em dados históricos.
Além disso, o sistema considera as temperaturas reportadas pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).
Nesta quinta-feira, não havia regiões na Espanha sob alerta laranja ou vermelho devido ao calor, segundo informações da Aemet.
A segunda-feira (com média de 28,17°C) e a terça-feira (com média de 28,08°C) marcaram os dias mais quentes de junho desde 1950, conforme anúncio feito pela Aemet na quarta-feira.
No ano anterior, junho de 2025 foi registrado como o mês mais quente já observado na história do país, conforme dados da agência meteorológica.
O Ministério da Saúde espanhol revelou que entre 16 de maio e 30 de setembro de 2025, foram contabilizadas 3.832 mortes associadas ao calor no território nacional.
A Espanha é um dos países europeus mais impactados pelas mudanças climáticas e já está habituada a enfrentar temperaturas extremas. Entretanto, nos últimos anos, o país tem vivenciado ondas de calor cada vez mais intensas e duradouras durante o verão.
© Agence France-Presse








