Uma pesquisa global revela que apenas 13 países e territórios em todo o mundo têm ar dentro dos padrões considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde. Os dados foram divulgados em um relatório da IQAir, que avalia a concentração de partículas finas (PM2,5), um dos principais indicadores de poluição.
A lista inclui países de diversas regiões, com destaque para a Oceania e a Europa. Nas Américas, apenas quatro territórios estão presentes, com a Argentina sendo o único representante sul-americano.
Locais com ar considerado seguro
Os 13 países que atendem ao limite de até 5 µg/m³ recomendado pela OMS são:
- Oceania
Polinésia Francesa (com o melhor índice global, de 1,8 µg/m³)
Nova Caledônia
Austrália
Nova Zelândia
- Américas
Barbados
Porto Rico
Bermudas
Argentina
- Europa
Islândia
Estônia
Andorra
- Ásia e África
Maldivas
Gabão
Poluição prevalece globalmente
O relatório também destaca os países com as piores condições. O Paquistão é identificado como o mais poluído, com uma média de 67,3 µg/m³, mais de 13 vezes acima do limite de segurança. Em seguida vêm Bangladesh e Tajiquistão.
Além da Ásia, países africanos como Chade e República Democrática do Congo também registram altos níveis, com médias acima de 50 µg/m³.
Na América do Sul, o pior desempenho é do Peru. Já o Brasil está em uma posição menos crítica no ranking global, com uma média de 10 µg/m³, o menor valor em sete anos.
Impactos na saúde
A poluição do ar é uma das principais ameaças à saúde ambiental. De acordo com a OMS, cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano estão relacionadas à má qualidade do ar.
As partículas finas podem penetrar nas vias respiratórias e causar doenças como asma, bronquite e problemas cardiovasculares. A exposição prolongada também aumenta o risco de câncer, especialmente de pulmão, e agrava outras condições crônicas.
Os dados enfatizam a desigualdade existente: enquanto alguns países conseguem manter níveis seguros, a maior parte da população mundial continua exposta a níveis de poluição acima do recomendado.








