Um dos remédios mais requisitados no Brasil está prestes a ser lançado em sua versão nacional. Nesta terça-feira (26), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma resolução autorizando o registro do Ozivy, um medicamento à base de semaglutida criado pela farmacêutica EMS.
A publicação dessa decisão ocorreu no Diário Oficial da União e marca um avanço significativo na regulação, que se segue ao término da patente da substância ativa usada em medicamentos como Ozempic e Wegovy. A EMS planeja disponibilizar o produto ao público dentro de 30 dias.
Este medicamento representa a primeira versão brasileira dedicada ao tratamento do diabetes tipo 2 e também é utilizado para auxiliar na perda de peso, sendo popularmente conhecido como “caneta emagrecedora”. A nova opção deve facilitar o acesso da população ao produto, que anteriormente era restrito devido aos altos custos de importação.
O Ozivy será registrado no Brasil como um novo produto, com sua própria marca e um dossiê específico. As canetas aprovadas possuem dosagens de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg.
“Estamos concretizando o maior lançamento da nossa trajetória, que chamamos de ‘caneta azul’. Reconhecemos que a semaglutida é um produto bastante procurado e notamos uma demanda reprimida no mercado”, declarou Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, durante uma entrevista à mídia.
A rápida colocação do produto no mercado é viável porque o princípio ativo é bem conhecido e amplamente estudado, como é o caso da semaglutida.
Com isso, a empresa pode utilizar dados científicos já existentes e adicionar informações obtidas através de seus próprios estudos, com foco em demonstrar qualidade, equivalência e eficácia do produto.
A perda da exclusividade da Novo Nordisk no Brasil, que detém os direitos sobre os produtos originais, abriu espaço para que outras empresas acelerassem a introdução de suas versões. Esse aumento na concorrência tende a resultar em preços mais baixos a médio prazo.
A Anvisa também informou que o pedido para registrar o medicamento contendo semaglutida sintética foi protocolado em 2023. Após isso, foram realizados testes para validar a segurança, eficácia e qualidade do composto fabricado no Brasil. O processo seguiu as diretrizes cronológicas prioritárias para medicamentos do tipo GLP-1.
Expectativa de apoio e redução nos preços
“Esse produto terá um diferencial em preço, embora ainda não tenhamos um valor definido. Ofereceremos suporte aos pacientes que iniciam o tratamento. O custo será significativamente mais acessível especialmente nas fases iniciais do tratamento”, complementou Sanchez.
“Acreditamos que nosso preço permanecerá mais competitivo, inclusive em comparação ao produto licenciado pela Eurofarma que é referência da Novo Nordisk. Esperamos que nosso preço fique cerca de 30% abaixo do Wegovy e também inferior ao da Eurofarma”, assegurou ele.








