Investimento de R$ 12 bilhões visa explorar a energia do Nordeste com capacidade de 80 mil toneladas por ano

Foi oficialmente anunciado um investimento de 2 bilhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 12 bilhões, para o desenvolvimento de um complexo voltado para hidrogênio verde em Areia Branca. Denominado Morro Pintado, o projeto envolve parcerias entre empresas brasileiras e alemãs e foi revelado na feira industrial Hannover Messe.

O plano contempla a criação de uma infraestrutura integrada que permitirá a geração de energia renovável e a produção de combustíveis com baixo teor de carbono. Entre as empresas participantes estão a Brazil Green Energy e a Green Investors, além de diversos grupos industriais da Europa.

LEIA TAMBÉM: O que é hidrogênio verde no Brasil e como funciona o “combustível do futuro”?

Capacidade de produção e impactos econômicos

Localizado na área de Mossoró, a cerca de 280 quilômetros da capital potiguar, o complexo deverá ter uma capacidade de 1.400 megawatts gerados por fontes eólicas e solares. A previsão é que sejam produzidas anualmente cerca de 80 mil toneladas de hidrogênio verde, sendo que uma parte dessa produção será destinada à exportação através de um terminal portuário próprio.

Além do hidrogênio, o projeto também contempla a produção de derivados, incluindo amônia, metanol e ureia verdes, com uma capacidade total que pode chegar a 438 mil toneladas por ano. A amônia é amplamente utilizada como fertilizante na agricultura.

Conforme explica o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, o objetivo é explorar o potencial energético local, convertendo essa produção em insumos com maior valor agregado, beneficiando tanto o mercado interno quanto as exportações.

O projeto já obteve licença ambiental do governo estadual para iniciar suas atividades; no entanto, não há informações disponíveis sobre a previsão de conclusão das obras.

O hidrogênio verde é gerado a partir de energias renováveis, como solar e eólica, sendo reconhecido como uma alternativa eficaz para diminuir emissões nos setores industriais e no transporte pesado.

Related Posts

Nove em cada dez municípios do Brasil enfrentaram desastres climáticos desde 1991

Mais de 91% das cidades brasileiras registraram ao menos um desastre climático entre 1991 e 2024, segundo um levantamento realizado por pesquisadores do Cemaden, da USP e do Inpe. O estudo analisou 59.658 ocorrências de inundações, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, tempestades e secas. Os episódios deixaram pelo menos 4.774 mortos, 3.031 desaparecidos e 129,7 milhões de […]

Expedição revela nova espécie rara em uma das regiões mais inóspitas do Atlântico

Uma expedição científica realizada em uma das regiões menos exploradas do Oceano Atlântico conseguiu registrar, pela primeira vez, imagens em vídeo de um peixe-barril (Winteria telescopa) vivo em seu habitat natural. O registro foi divulgado pelo instituto após uma expedição de 35 dias, realizada entre 17 de maio e 20 de junho de 2026, na […]