Em 2025, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) alcançou a primeira posição no ranking de patentes entre as instituições de ensino superior do Brasil. A universidade protocolou 94 pedidos de registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Com essa quantidade, a UFMG também se destacou na terceira colocação geral, que inclui universidades, empresas e centros de pesquisa. Somente a Stellantis, com 225 depósitos, e a Petrobras, que registrou 172, superaram a instituição mineira.
No âmbito das universidades, a Universidade Federal de Campina Grande ficou em segundo lugar, apresentando 84 pedidos. A seguir, aparecem Unicamp com 73 registros, USP com 65 e a Universidade Federal Rural de Pernambuco com 62 solicitações.
O desempenho da UFMG em 2025 não só bateu seu próprio recorde anterior de 2016, quando foram feitos 92 depósitos, como também representa um marco significativo. Desde 1992, a universidade encaminhou mais de 1.580 pedidos ao INPI. Mais de 160 inovações desenvolvidas em seus laboratórios já foram licenciadas para o setor privado.
Os resultados obtidos vão além de uma simples competição por posições em rankings. As patentes desempenham um papel crucial na autonomia tecnológica do país. Elas garantem proteção às invenções criadas por pesquisadores brasileiros e ampliam as chances desse conhecimento ser convertido em medicamentos, produtos industriais e equipamentos.
Essas iniciativas também contribuem para diminuir a dependência de tecnologias estrangeiras e possibilitam que pesquisas financiadas com recursos públicos resultem em inovação, empregos e renda no Brasil. Sem a proteção intelectual adequada, uma descoberta feita internamente pode ser explorada por empresas internacionais sem que haja um retorno justo para a sociedade brasileira.
Uma das inovações protegidas pela UFMG em 2025 diz respeito a uma formulação de probióticos desenvolvida para ajudar no controle da obesidade e da compulsão alimentar.
Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas identificaram duas linhagens bacterianas presentes no leite materno humano que podem influenciar positivamente a microbiota intestinal. Os estudos demonstraram melhorias na tolerância à glicose, diminuição dos níveis de colesterol e perda de peso, além de possíveis benefícios cognitivos.
Conforme afirmam os especialistas envolvidos na pesquisa, essa tecnologia poderá ser aplicada tanto em produtos voltados para adultos quanto em formulações destinadas à prevenção da obesidade infantil.
O processo de proteção das invenções é gerido pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), que oferece orientação aos pesquisadores, avalia os pedidos e facilita o contato entre a universidade e empresas interessadas em transformar as descobertas acadêmicas em soluções acessíveis à sociedade.








