Nesta quarta-feira (1º), a Polícia Civil de São Paulo concluiu o segundo inquérito referente à morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem caiu livremente, sem cordas, de uma altura de 30 metros da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior do estado, no dia 13 de junho.
Após uma semana do trágico incidente, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, foi presa e é considerada uma das organizadoras do evento. Ela foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual. Essa informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (2) pela Secretaria da Segurança Pública do estado.
A polícia solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária de Evelyne para preventiva. No relatório final da investigação, os agentes ressaltaram sua participação na logística do evento, na administração dos participantes, na promoção da atividade e na manutenção da estrutura operacional necessária.
Evelyne se apresentava como CEO do grupo “Entre Cordas”, que organizou o evento de rope jump. Ela é acusada de dificultar o trabalho da polícia ao obstruir elementos considerados essenciais para a investigação.
A delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, afirmou que há “elementos que demonstram que Evelyne fazia parte do núcleo organizacional encarregado pela realização da atividade, contribuindo para a definição dos aspectos logísticos do evento e para a administração e divulgação aos participantes”.
A investigação ainda está em busca da câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto.
Revogação das prisões
A polícia também pediu a revogação das prisões de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, detidos desde 20 de junho. As defesas sustentam que não há provas que os conectem ao desaparecimento da câmera.
O primeiro inquérito foi encerrado em 22 de junho e investigou a prisão de três instrutores vistos em vídeo lançando Maria Eduarda da ponte: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Eles continuam sob custódia preventiva.





