Exagerou na bebida durante o final de semana?
Ao despertar nesta segunda-feira, você se depara com um gosto amargo na boca e, ao olhar no espelho, nota o semblante cansado e a cabeça pulsando. A vontade de vomitar é intensa, e nesse momento, uma promessa surge, que costuma durar até a próxima sexta-feira ou até antes:
— Prometo que nunca mais vou beber.
No seu espaço na Folha, o Dr. Drauzio Varella compartilhou um questionário para ajudar você a avaliar sua relação com o álcool — uma conversa que muitas vezes é evitada por medo do que pode ser revelado.
Caso não consiga realizá-lo agora, devido à ressaca, guarde-o para um momento posterior, mas não deixe de fazê-lo. Essa reflexão pode ser crucial para preservar seu trabalho, suas relações e até mesmo sua saúde.
De acordo com o Dr. Drauzio, atualmente a ciência indica que não existe um nível seguro de consumo de álcool; mesmo em pequenas quantidades, ele pode acarretar problemas.
A melhor opção seria evitar por completo o consumo de bebidas alcoólicas. No entanto, como resistir aos convites dos amigos em festas e celebrações? “Apenas um chope”, dizem eles.
A chave é desenvolver táticas para evitar o uso excessivo. Para isso, primeiro é essencial entender o que constitui uso abusivo e qual é a sua relação atual com o álcool.
Existem testes específicos para isso, sendo um dos mais comuns o conhecido como Audit, que significa Alcohol Use Disorders Identification Test. Este questionário contém dez perguntas sobre a quantidade de bebidas consumidas.
Medicamente falando, uma dose padrão deve conter entre 12 e 14 gramas de álcool. Essa quantidade é equivalente aproximadamente a uma lata de cerveja de 350 ml, uma taça de vinho de 150 ml ou uma dose de 45 ml de destilado — como cachaça, uísque ou vodca.
Aplique o teste e depois analise os resultados obtidos.
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Pela soma dos pontos alcançados, podemos classificar os níveis de risco da seguinte forma:
Zero a 7 pontos: Baixo risco
8 a 15 pontos: Nível moderado de risco. Este intervalo identifica entre 75% e 95% das pessoas que enfrentam problemas mais sérios relacionados ao consumo de álcool. Pode incluir indivíduos que minimizam suas doses e os problemas associados.
16 a 19 pontos: Alto risco. Potencial para causar danos à saúde. A dependência química pode já estar presente.
20 pontos ou mais: Risco muito alto. Indícios claros de complicações à saúde estão presentes. É bastante provável que haja dependência química.
O Dr. Drauzio ressalta que esse teste não deve ser utilizado para rotular alguém como alcoólatra ou justificar sua não realização; ele serve apenas para identificar aqueles que estão em risco de desenvolver dependência química.








