Os equívocos mais comuns na preparação do frango que 90% das pessoas praticam e que especialistas em nutrição desaprovam

A carne de frango se tornou a proteína mais apreciada nas residências brasileiras, sendo encontrada em praticamente todas as partes do país. Um levantamento recente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) revelou que o consumo anual por pessoa atingiu 46,7 kg, o que tem impulsionado o mercado interno. O frango está presente tanto em refeições do dia a dia quanto em pratos mais sofisticados.

Embora seu consumo seja amplamente popular, é fundamental estar atento à maneira como é preparado. Hábitos comuns na cozinha podem comprometer a segurança alimentar. Por exemplo, descongelar a carne à temperatura ambiente ou lavá-la antes de cozinhar pode aumentar a disseminação de microrganismos patogênicos no ambiente doméstico.

Joelia Silva, nutricionista da Tijuca Alimentos, explica que para garantir um descongelamento seguro, o ideal é realizá-lo de maneira gradual e sob refrigeração. “Retire o frango do congelador com antecedência e coloque-o na geladeira para descongelar, preferencialmente na prateleira inferior e dentro de um recipiente que possa conter os líquidos que ele liberar”, sugere a especialista.

Essa recomendação se aplica a todos os tipos de cortes, incluindo filé de peito, sassami, coxas, sobrecoxas e até mesmo o frango em pedaços. O descongelamento lento e refrigerado evita que a proteína fique exposta a temperaturas que favorecem a rápida multiplicação de bactérias.

Por que não lavar o frango cru?

Lavar o frango cru antes do preparo é um hábito cultural comum em diversas cozinhas. No entanto, estudos sobre segurança alimentar demonstram que essa prática não garante limpeza e pode resultar em contaminação cruzada.

Segundo Joelia, quando a água entra em contato com o frango cru, respingos imperceptíveis podem espalhar microrganismos pela pia, bancadas, utensílios e outros alimentos nas proximidades. “Por isso, não há necessidade de lavar a carne. O cozimento adequado é o único método eficaz para eliminar completamente os microrganismos nocivos”, esclarece ela.

Para minimizar riscos, é importante higienizar bem as mãos antes e depois de manusear carne crua; utilizar tábuas e utensílios limpos—preferencialmente dedicados apenas ao manuseio de carnes—e manter o frango cru separado de alimentos prontos para consumo.

Adicionalmente, Joelia recomenda que qualquer carne não consumida imediatamente deve ser armazenada sob refrigeração logo após o preparo. Ela destaca ainda que produtos congelados devem permanecer congelados até serem levados ao congelador residencial; enquanto cortes resfriados precisam ser mantidos estritamente refrigerados, sempre respeitando as datas de validade e as instruções do fabricante na embalagem.

 

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