A curiosa fruta da Amazônia que lembra algodão-doce e impressiona com suas propriedades saudáveis

Um fruto amazônico pouco conhecido fora da região Norte do Brasil, o ingá é adocicado e pertence à mesma família do feijão (Fabaceae). Este alimento é rico em fibras e carboidratos naturais, promovendo a saúde da microbiota intestinal, além de apresentar um elevado potencial agroflorestal.

Existem mais de 300 espécies de ingá que podem ser encontradas nas florestas tropicais da América Latina, com várias delas localizadas no Brasil, abrangendo regiões como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. O fruto possui uma casca longa e cilíndrica que oculta sementes envoltas em uma polpa branca e macia, semelhante a um algodão-doce natural. Essa polpa serve como alimento para morcegos e outros animais que ajudam na dispersão das sementes.

Fruto do ingá. Créditos: Wikimedia commons

Uma porção de 100 gramas de polpa de ingá contém aproximadamente 15,5 gramas de carboidratos, 1 grama de proteína e 1,2 grama de fibras alimentares, assim como vitaminas C, cálcio e ferro.

A principal fonte energética dessa fruta são os açúcares naturais presentes na polpa que envolve suas sementes. Um dos principais benefícios do ingá é o seu alto teor de fibras, que auxilia na desaceleração do esvaziamento gástrico, proporciona maior saciedade e melhora a função intestinal.

Dentre as diversas espécies de ingá, encontram-se compostos fenólicos, flavonoides e outros antioxidantes naturais que ajudam a combater os radicais livres gerados durante o metabolismo.

O consumo do ingá ocorre in natura: para isso, basta abrir a vagem e retirar a polpa branca ao redor das sementes. Apesar de ainda ser relativamente desconhecido em muitas partes do país, esse fruto representa a rica diversidade alimentar da Amazônia e ressalta o potencial das frutas nativas brasileiras para enriquecer dietas nutritivas e sustentáveis.

Entre as espécies mais reconhecidas estão Inga edulis, Inga vera, Inga laurina e Inga marginata. Essas árvores podem alcançar mais de 20 metros de altura e têm um crescimento rápido.

Além disso, o ingá tem uma característica especial: ele forma associações com bactérias que são capazes de fixar nitrogênio atmosférico nas raízes. Isso torna essa planta uma excelente opção para práticas de reflorestamento e sistemas agroflorestais devido à sua capacidade de enriquecer naturalmente o solo.

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