Beyoncé e a Cinebiografia de Bolsonaro: Entenda a Conexão Surpreendente

Meses antes do escândalo gerado pelo vazamento de gravações comprometedores entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato à presidência, e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, a produção do filme Dark House, que retrata a vida de Jair Bolsonaro (PL), já enfrentava dificuldades legais.

A controversa situação envolve a renomada cantora Beyoncé. O teaser inicial do filme, lançado em dezembro de 2025, apresentou a canção Survivor, interpretada pelo grupo Destiny’s Child, que contou com Beyoncé como integrante.

No mesmo período, Anderson Nick, membro da organização filantrópica BeyGood, que é apoiada pela artista, informou que a faixa foi utilizada sem a devida autorização da cantora ou da gravadora Sony Music Entertainment, detentora dos direitos autorais.

“A música foi claramente usada sem consentimento e medidas legais estão sendo adotadas para garantir que [o trailer] seja retirado o mais rapidamente possível”, afirmou Nick em suas redes sociais.

Relembre o escândalo

Flávio Bolsonaro teria conversado diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre um investimento de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época, para financiar a produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Essas informações foram divulgadas pelo Intercept Brasil, que alegou ter acesso a mensagens, gravações, documentos e comprovantes bancários que envolvem as negociações.

A reportagem indicou que ao menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões considerando as cotações dos períodos das transferências, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transações. Os valores teriam sido enviados ao Havengate Development Fund LP, um fundo localizado no Texas ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Em uma das gravações vazadas, Flávio solicita dinheiro a Vorcaro e expressa sua preocupação com a possibilidade da família Bolsonaro ter sua imagem “queimada” junto ao protagonista e ao diretor do filme.

“Imagine só se formos dar calote em um Jim Caviezel [que interpretará Jair Bolsonaro] ou em um Cyrus [Nowrasteh, o diretor]. Esses caras são extremamente respeitados no cinema americano e mundial. Isso seria péssimo. Todo efeito positivo que temos certeza que virá com esse filme pode ser drasticamente prejudicado”, comentou o filho do ex-presidente condenado.

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