Novo medicamento sem reposição hormonal pode inovar tratamento da menopausa, aprovação da Anvisa ***!

Uma nova terapia medicamentosa não hormonal para o tratamento dos sintomas da menopausa está em análise pela Anvisa e poderá ser disponibilizada no Brasil em breve. Essa medicação, já utilizada em outros países, poderá beneficiar mulheres que não podem fazer reposição hormonal.

A menopausa é um evento natural na vida das mulheres. Os sintomas mais comuns incluem ondas de calor, fogachos e sudorese. Também são frequentes as alterações no sono e no humor, que podem surgir alguns anos antes da menopausa e persistir por vários anos. Algumas mulheres também podem apresentar a síndrome geniturinária da menopausa, além de impactos no sistema cardiovascular e, em estágios mais avançados, no metabolismo ósseo.

Como funciona e para quem é indicado

A terapia hormonal continua sendo essencial em muitos casos, especialmente para sintomas mais intensos, assim como em situações de insuficiência ovariana prematura e alterações ósseas.

Esse novo medicamento tem como base o fezolinetanto, que age bloqueando os receptores de neurocinina 3 no hipotálamo, região responsável pelo controle da temperatura corporal. No núcleo arqueado, existem neurônios que expressam kisspeptina, neurocinina B e dinorfina. O estrogênio ajuda a estabilizar esse sistema, mas sua diminuição pode causar instabilidade, levando aos fogachos e sudorese.

A medicação é recomendada para mulheres que sofrem com sintomas vasomotores e também para aquelas que não podem utilizar terapia hormonal. Algumas contraindicações incluem casos de hipersensibilidade à substância e doenças hepáticas, como cirrose.

O processo de análise pela Anvisa segue as etapas regulatórias necessárias para o registro de medicamentos no país.

Com o aumento da expectativa de vida das mulheres, mais mulheres passarão pela menopausa e enfrentarão esses sintomas. Portanto, a ampliação das opções terapêuticas se torna cada vez mais relevante.

Além do uso de medicações, é importante considerar mudanças no estilo de vida. A escolha do tratamento deve ser individualizada e realizada sob acompanhamento médico.

*Com informações de Jornal da USP

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