Especialista orienta sobre a identificação de sinais de angústia emocional em crianças

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que um em cada sete jovens, com idades entre 10 e 19 anos, vive com algum tipo de transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais são apontados como as principais causas de incapacidade nessa faixa etária.

Pequenas mudanças na rotina, que podem passar despercebidas pelos adultos, podem causar um impacto significativo nas crianças. Por isso, esses momentos de transição são uma oportunidade para observar possíveis sinais de sofrimento emocional com cuidado e sem alarmismo.

Segundo a psicóloga, neuropsicóloga e pedagoga Aline Dalacqua, a rotina desempenha um papel crucial tanto para adultos quanto para crianças, ajudando na organização comportamental e emocional. Qualquer alteração nesse padrão pode afetar todo o sistema familiar, especialmente as crianças que ainda estão em desenvolvimento.

As mudanças na rotina afetam as crianças de maneira mais intensa devido à sua capacidade emocional e cognitiva ainda em desenvolvimento, tornando-as mais suscetíveis a sentimentos de insegurança, medo e perda de controle.

É importante ficar atento ao comportamento das crianças, pois alterações como irritabilidade, mudanças no sono, apetite, desempenho escolar e na forma de brincar podem ser sinais de sofrimento emocional. Aline ressalta que o sofrimento emocional pode se manifestar de diversas formas, incluindo sintomas físicos como dores de cabeça e barriga.

Quando os sintomas persistem e apenas o apoio emocional não é suficiente, é recomendado buscar ajuda profissional. A psicoterapia infantil pode auxiliar tanto a criança quanto os pais a lidar com as questões emocionais. Em alguns casos, pode ser necessário o acompanhamento de mais de um profissional.

A observação de um profissional é essencial, pois muitas vezes os pais podem interpretar o comportamento das crianças de forma equivocada. Quanto mais cedo for feita a intervenção, maior a possibilidade da criança superar o sofrimento emocional.

Aline Dalacqua, especialista em diversas áreas da psicologia, destaca a importância de buscar ajuda especializada para auxiliar tanto a criança quanto a família a lidar com questões emocionais e comportamentais.

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