O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou um financiamento de R$ 123,6 milhões para a Toyota, com o objetivo de estabelecer um centro de pesquisa focado em biocombustíveis e veículos híbridos flex na cidade de Sorocaba, em São Paulo.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (19). Este novo centro será dedicado ao desenvolvimento e à realização de testes em tecnologias que visam a redução das emissões, a eficiência energética e a utilização de combustíveis renováveis no setor automotivo.
O projeto contempla a edificação de um laboratório, uma pista exclusiva para testes e a aquisição de equipamentos modernos. A Toyota informou que a construção do centro já está em andamento dentro do complexo industrial da empresa localizado em Sorocaba.
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Inicialmente, a unidade contará com uma equipe composta por 40 engenheiros. Alguns desses profissionais estão passando por treinamento no Brasil e também em centros da montadora situados no Japão, Europa e Tailândia.
As primeiras linhas de pesquisa vão abranger a calibração e o aperfeiçoamento de motores flex e sistemas híbridos flex. Além disso, a empresa planeja investigar o uso de biometano em alguns modelos de veículos, incluindo potenciais aplicações na Hilux.
Esse financiamento integra o programa BNDES Mais Inovação, sendo que o projeto foi escolhido durante uma seleção promovida pelo banco junto à Finep para incentivar a criação e ampliação de centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.
A Toyota já utiliza o Brasil como um polo para pesquisas relacionadas ao etanol e à eletrificação. Em 2019, a montadora lançou no país o Corolla Híbrido Flex, que se tornou o primeiro modelo global a combinar tecnologia híbrida com motor flex.
Com essa nova instalação, a companhia busca aumentar a participação da engenharia brasileira no desenvolvimento dos veículos, além de integrar fornecedores nacionais nos projetos.
Ainda não foi definida uma data para a inauguração do centro. A Toyota afirma que, inicialmente, os esforços estarão voltados para aprimorar as tecnologias já existentes. O desenvolvimento das próximas gerações dos sistemas híbridos flex ocorrerá nas etapas posteriores.





