Atividade de 5 minutos que promete otimizar sua saúde mental, segundo pesquisas científicas

A prática de atividade física é conhecida por sua capacidade de prevenir doenças crônicas em indivíduos saudáveis, e agora a ciência busca aplicar essa mesma abordagem no campo da saúde mental. Um estudo recente, publicado em junho na revista científica Frontiers in Psychology, revelou que um treinamento cognitivo online de apenas cinco minutos diários está associado a melhorias em diversos indicadores de saúde mental em adultos, independentemente de terem ou não um histórico de doenças mentais. A pesquisa acompanhou 370 participantes ao longo de seis meses.

A investigação foi conduzida nos Estados Unidos e dividiu os voluntários em dois grupos de 185 pessoas cada, com idades variando entre 18 e 87 anos. Um dos grupos era composto por indivíduos com histórico de transtornos mentais, enquanto o outro incluía aqueles sem esse histórico.

Todas as pessoas participaram do programa online denominado Strategic Memory Advanced Reasoning Training (SMART), que tinha como objetivo desenvolver estratégias para funções executivas, incluindo raciocínio e processamento de informações. Além disso, o treinamento oferecia orientações sobre hábitos diários que favorecem a saúde do cérebro.

Quais são as implicações desse estudo?

Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores alertam que não se pode afirmar que cinco minutos diários de exercícios cognitivos sejam suficientes para prevenir ou tratar transtornos mentais. O estudo foi classificado como experimental, pois avaliou os participantes antes e depois da intervenção, mas não utilizou um método de ensaio clínico randomizado que dividiria os sujeitos aleatoriamente entre os grupos.

Dessa forma, embora haja uma associação entre a participação no programa e as melhorias observadas, não é possível assegurar que o treinamento tenha sido o único fator responsável por esses avanços.

Os autores da pesquisa enfatizam a necessidade de investigações adicionais para validar a estratégia antes que ela seja considerada uma intervenção ampla na promoção da saúde mental. Segundo o artigo, essa abordagem poderia complementar o tratamento convencional para aqueles já diagnosticados com doenças mentais e também auxiliar na promoção do bem-estar mental em pessoas sem diagnósticos prévios.

Um dos aspectos mais interessantes do estudo é a possibilidade de oferecer uma intervenção digital curta e acessível. Por ser realizada remotamente, essa estratégia tem o potencial de atingir indivíduos que enfrentam dificuldades para acessar serviços tradicionais devido a fatores como distância geográfica, custos financeiros, horários inconvenientes ou até mesmo estigmas sociais.

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