Nesta quarta-feira, a Ascenty, responsável por 26 centros de dados no Brasil, revelou planos para construir o primeiro complexo do país voltado exclusivamente para inteligência artificial. Situado em Sumaré, próximo a Campinas (SP), o investimento totaliza R$ 30 bilhões. Desses, R$ 6 bilhões são oriundos da própria empresa e de seus acionistas, enquanto os clientes devem investir mais R$ 24 bilhões em supercomputadores, conforme apontou o CEO Chris Torto.
O novo data center contará com um sistema de refrigeração a água, que, segundo a Ascenty, adota um método fechado que utiliza menos água do que os sistemas evaporativos convencionais.
A necessidade de energia nesse tipo de instalação é bastante alta: um rack padrão consome cerca de 8 kW, equivalente ao consumo de dois chuveiros. Em contrapartida, um data center focado em IA pode demandar entre 60 kW e 1.000 kW, o que significa até 250 chuveiros funcionando simultaneamente. Essa abordagem é crucial para evitar sobrecargas na refrigeração e garantir o funcionamento adequado dos equipamentos.
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O início das operações da unidade está previsto para o quarto trimestre de 2026, com uma capacidade inicial de 60 MW, podendo ser ampliada para até 160 MW. Diferentemente das instalações da Microsoft e TikTok no Brasil, todos os halls de dados deste centro serão dedicados exclusivamente à inteligência artificial.
Além disso, o projeto se beneficiará do ex-tarifário que oferece isenção de impostos sobre a importação de chips avançados da Nvidia, assegurando competitividade mesmo sem a implementação do regime Redata. Torto mencionou que a disponibilidade de energia limpa e a preços acessíveis no Brasil é um fator atrativo e que, se o Redata for aprovado, os investimentos poderão ser ainda maiores.
Entre os parceiros da Ascenty estão gigantes como Microsoft e Oracle, esta última investindo bilhões em colaborações com a OpenAI, criadora do ChatGPT. Contudo, a empresa não divulgou informações específicas sobre os recursos que serão alocados no Brasil.








