Ferrero Rocher enfrentará penalidades após descoberta de larvas em Kinder Ovo

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu que a Ferrero do Brasil, conhecida por produtos como Nutella, Ferrero Rocher e Kinder Ovo, além da empresa Adição Distribuição Express LTDA, localizada no Sul de Minas, deve indenizar uma consumidora que encontrou larvas em um Kinder Ovo.

A sentença foi emitida pela 21ª Câmara Cível do TJMG, que reafirmou a responsabilidade das empresas envolvidas no incidente. Contudo, o tribunal acatou parcialmente os recursos apresentados pelas rés, reduzindo o montante da indenização por danos morais de R$ 10 mil para R$ 5 mil.

De acordo com o tribunal, essa diminuição foi feita para alinhar a condenação aos padrões estabelecidos em casos semelhantes já analisados pela Corte.

O desembargador José Eustáquio Lucas Pereira, relator do caso, ressaltou que a interação entre as partes é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que estipula a responsabilidade objetiva do fabricante e solidariedade entre todos os membros da cadeia produtiva.

A decisão

No julgamento, o magistrado destacou que as evidências apresentadas, como fotos e vídeos, comprovaram a presença de larvas no produto consumido pela cliente. O tribunal concluiu também que a fabricante não conseguiu apresentar provas suficientes para eximir-se da responsabilidade pela contaminação.

Ao avaliar o caso, o relator mencionou uma interpretação consolidada do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual a presença de corpos estranhos em alimentos pode ser considerada um dano moral ao consumidor.

Além disso, o processo evidenciou que a situação se tornou ainda mais preocupante pelo fato de a consumidora ter consumido parte do chocolate antes de notar as larvas presentes no produto.

Os desembargadores Luziene Barbosa Lima e Marcelo de Oliveira Milagres acompanharam totalmente o voto do relator.

Veja a nota da Ferrero na íntegra

“A Ferrero do Brasil reafirma que a qualidade e segurança de seus produtos são princípios fundamentais. Toda sua cadeia produtiva obedece rigorosamente às legislações vigentes e normas internacionais de segurança alimentar, com processos auditados e controle contínuo de qualidade. A empresa esclarece que ocorrências isoladas desse tipo geralmente estão ligadas a fatores externos após a fabricação, como condições inadequadas de armazenamento e conservação. A companhia reitera seu compromisso com o bem-estar dos consumidores e assegura rigor na manutenção dos altos padrões até a entrega final no varejo.”

 

Related Posts

Febre do Nilo Ocidental: doença inédita é registrada em São Paulo

São Paulo confirmou os primeiros casos de febre do Nilo Ocidental (FNO), doença causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex. A infecção faz parte do grupo das arboviroses, assim como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A confirmação ocorre após Santa Catarina registrar casos da doença, incluindo uma morte. […]

Avanços no Caso Lito: Padilha revela planos para tratamento de condição rara

A mobilização para tentar incluir Lito Sousa em um estudo clínico contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) teve uma nova atualização nesta terça-feira (25). Em publicação em seu perfil no X, Alexandre Padilha afirmou que o Ministério da Saúde acompanha o caso e mantém contato com a família do influenciador e com pesquisadores internacionais. Segundo […]