Desmatamento na Mata Atlântica atinge níveis mais baixos em quatro décadas sob governo Lula

Entre 2024 e 2025, o desmatamento na Mata Atlântica apresentou uma diminuição de 40%, alcançando o menor índice desde que os registros começaram, em 1985. Essas informações estão contidas na nova versão do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que foi desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O estudo revela que a área de florestas maduras eliminadas caiu de 14.366 hectares para 8.658 hectares no último ciclo. Esta é a primeira vez em quarenta anos que a taxa de desmatamento anual fica abaixo de 10 mil hectares.

Essa redução reforça uma tendência observada nos últimos anos. Desde o período de 2020-2021, quando foram reportados 21.642 hectares devastados, a queda acumulada atinge 60%. Contudo, mesmo com essa diminuição, a perda atual ainda equivale a 23,7 hectares por dia, resultando em uma emissão estimada de 4,14 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

Minas Gerais e Bahia: os maiores índices de perda

A diminuição do desmatamento foi observada em grande parte do bioma. Entre os 17 estados analisados, 13 apresentaram redução nas taxas de desmatamento. As maiores quedas proporcionais foram registradas no Piauí, com um recuo de 78%, e na Bahia, que teve uma diminuição de 39%.

Apesar das reduções, Minas Gerais e Bahia continuam a ser as regiões com maior perda florestal. Minas Gerais contabilizou um total de 3.092 hectares desmatados, representando um aumento de 13% em comparação ao ciclo anterior. A Bahia teve uma perda total de 2.889 hectares . Na sequência estão: Mato Grosso do Sul , com 841 hectares , Piauí , com 659 hectares , e Paraná , com 411 hectares .

Juntos, esses cinco estados são responsáveis por 91% da totalidade da devastação identificada pelo Atlas. Entre as cidades, Porto Murtinho , localizada em Mato Grosso do Sul , ocupa o primeiro lugar na lista, com um total de  535 hectares destruídos.

O relatório também revela que cerca de  70% das perdas ocorreram em propriedades privadas . Apenas  1% ocorreu em áreas protegidas.

Outro sistema que monitora o desmatamento, o   SAD Mata Atlântica , também indicou uma redução significativa. Nesse caso, a área total desmatada caiu em  28% em 2025, diminuindo de  53.303 hectares para  38.385 hectares.

. O SAD foca em áreas menores e serve como um sistema ágil de alerta.

A SOS Mata Atlântica destaca que esses resultados refletem as políticas públicas implementadas, ações fiscalizatórias e ferramentas como embargos remotos e restrições ao crédito agrícola. Contudo, a organização expressa preocupação com os recentes riscos associados a alterações na legislação ambiental que podem comprometer o licenciamento e diminuir a proteção das áreas vegetais em estágios avançados de regeneração.

Related Posts

Ministro classifica incêndios na Amazônia como atos criminosos: “Situação mais alarmante do que imaginávamos

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou neste domingo (11) que os incêndios florestais no Amazonas são criminosos e têm como objetivo preparar o terreno para futuros desmatamentos. A declaração foi feita em entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus, após sobrevoo sobre as áreas atingidas, com 36 municípios […]

Ministro revela que incêndios no Amazonas, totalizando 540 focos, são resultado de ação deliberada.

O Amazonas registrou 540 focos de incêndio em 48 horas, em meio a uma emergência que mobiliza brigadistas, aeronaves e equipes de saúde. Após sobrevoar áreas atingidas, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, atribuiu o fogo à ação humana intencional e cobrou punição aos responsáveis. Segundo reportagem da Agência […]